Em 1978, um grupo de trabalhadores sentiu
a necessidade de se organizar para defender os seus interesses,
junto à Aracruz Celulose, por melhores condições
de trabalho e vida. Liderado pelo companheiro Nelson Carvalho
(Nelson Caroço), o grupo fundou a Associação
Profissional dos Trabalhadores nas Indústrias de Celulose
e Papel em Aracruz, que teve seu registro liberado em 30/04/81.
Depois de muita luta, em 28 de março
de 1984, foi concedido o Registro Sindical à Associação,
nascendo naquele momento o SINTICEL, uma entidade que nos
últimos 20 anos vem provando a importância de
uma entidade séria e ética em defesa dos trabalhadores
e de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos
possam usufruir das riquezas produzidas no nosso País
pelo povo sofrido e muitas vezes excluído.
Nesse período de início
de caminhada, muitos foram os que contribuíram para
a construção da história do SINTICEL,
companheiros que nunca poderão ser esquecidos como
Nelson Carvalho, Camilo, Gerôncio, Gilton, José
Maria de Deus, Jorge Ludgero, Hebe e tantos outros que dedicaram
boa parte de suas vidas ao projeto SINTICEL. Sempre pensando
à frente, a direção do SINTICEL, com
o aval da categoria, se filia à CUT – Central
Única dos Trabalhadores, em 30/03/86. Esta é
uma grande fonte de formação para diretores
e trabalhadores da base e também uma entidade que trabalha
para a unificação das lutas de todos os trabalhadores,
indiscriminadamente.
O SINTICEL, na tentativa de integrar
os trabalhadores dos ramos de celulose e papel no Espírito
Santo e Minas Gerais, foi associado por 16 anos à FITIPEL
e, de 1991 a 1996, o SINTICEL formou, com os outros sindicatos
de trabalhadores no grupo Aracruz, a INTERSINDICAL. No ano
de 2000, surge o SINAP – Sindicato Nacional dos Papeleiros
e o SINTICEL se integra de imediato por entender que a organização
e o fortalecimento do movimento sindical devem se dar não
só em nível regional, mas de forma global onde,
com a troca de experiências, formação,
capacitação e, principalmente, com a unificação
das lutas, o sindicato poderá avançar cada vez
mais em defesa de dias melhores para todos os trabalhadores.
Nestes 20 anos de existência,
o SINTICEL provou para que veio. As conquistas para a classe
trabalhadora foram muitas: extensão da base, diminuição
da carga horária, aumento no percentual de horas extras
e adicional noturno, 5ª Turma, abono de férias,
reembolso médico/ odontológico, 7ª hora,
hora alimentação, PLR, entre outros. No campo
jurídico, obtivemos conquistas das mais variadas, reintegrando
diversos companheiros, restabelecendo a igualdade salarial
para trabalhadores que exerciam a mesma atividade, restabelecendo
as garantias oriundas dos acordos coletivos como o processo
odontológico, além da composição
amigável em um processo de insalubridade que já
perdurava por mais de 15 anos.
Ao longo de sua história,
o SINTICEL nunca se furtou a lutas históricas: greve
na Aracruz, ato público, entrega de documento a Lula,
manifestação em Brasília pela 5ª
Turma, grito dos excluídos, assembléias, 1º
de Maio, marcha a Brasília, etc. Também teve
perdas humanas irreparáveis como as mortes dos companheiros
Gerôncio, Dr. Ayala, Scalfone, José Maria de
Deus, Chuab e José Dionísio.
Hoje, o SINTICEL é respeitado
e serve de exemplo para muitas entidades tanto em nível
estadual quanto em nível nacional e é elogiado
por companheiros dos movimentos sindical, político
e popular. Isso, por que depois de tantos anos de aprendizado
a entidade se renovou e sua diretoria atual vem mostrando
que está cada vez mais firme na luta pelos direitos
trabalhistas. Tudo para que o Sinticel faça mais 20
anos de história honrando os trabalhadores que representa.