Arrocho, demissão e terceirização
é o que está valendo na Fibria
Presidente da Aracruz Celulose (Fibria) quer apressar o processo de terceirização por temer a eleição da Dilma Roussef e o PT ficar mais 8 anos no poder, podendo ratificar às convenções 151
e 158, que dificultariam as demissões dos trabalhadores sem justa causa, como é na Europa
Quando recebemos um envelope lacrado com um e-mail do presidente Carlos Lira Aguiar endereçado a diretores na nova Fibria, a diretoria do Sinticel se manteve quieta, pois poderia ser algo forjado, apesar da veracidade dos documentos.
Era preciso ter certeza de que o teor do e-mail e as determinações do presidente fossem acontecendo, como realmente ocorreu desde que a Fibria foi criada. Já que não há mais dúvida do poder de suas palavras, o Sinticel divulga o documento.

Destacamos um trecho da folha 3 do e-mail (acima) em que o presidente faz afirmações estarrecedoras. Para ele, os atuais “colaboradores” devem ser demitidos e terceirizados, porque dessa forma não ocuparão lugar nos ônibus, nem nos restaurantes, não terão um segmento de carreira e nem fundo de pensão. Ele quer economia até nos exames médicos.
Perdas de direitos e benefícios confirmam e-mail
No último ano, os trabalhadores/as já perderam o fundo de pensão - Arus, o plano de saúde e seguro de vida integrais; as gratificações por tempo de serviço, o abono de férias de 40% e a aposentadoria vitalícia.
Seguindo, vão perder a PLR que será substituída pelo PPR, o que dificultará ainda mais o ganho deste benefício. E ainda tem a ameaça do PT ficar mais oito anos no poder. Carlos Lira alerta para o perigo da ratificação das Convenções da OIT, 151 e 158, que protegeriam o trabalho da exploração capitalista e de administradores como ele.
Carlos Lira não mede palavriado para exigir as mudanças. Ele não fala, porém, das benesses do atual governo à empresas com a Fibria, que recebeu R$ 6 bilhões do BNDES, sem ter que cumprir nenhuma contrapartida social. Esse executivo quer criar uma sub raça, tornando a nossa vida ainda mais precária.
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