Aracruz/Fibria vem com “novas metas” e quer reduzir a Participação nos Resultados (PR)
Aracruz/Fibria e Sinticel se reuniram na terça (03/05) para mais um capítulo da negociação do Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PPR). A empresa joga para dividir os trabalhadores, inserir novas e inatingíveis metas e reduzir o que já tínhamos: 1,8 salários
Que os trabalhadores da fábrica, do campo e do porto não caiam na lábia da Aracruz/Fibria. As negociações do PPR caminham para mais perdas e imposições, se os trabalhadores e trabalhadoras não se juntarem (campo, fábrica e porto) para enfrentar mais um desafio: lutar para, ao invés de reduzir, aumentar a participação dos resultados (PR) e não aceitar a imposição de metas absurdas, sem o controle dos trabalhadores.
Segundo o Suport, em 2010, no Portocel, os trabalhadores perderam 35 pontos na meta de embarque de celulose,
porque não conseguiram embarcar mais de 5.600 toneladas, o que reduziu a PR para 1,4 salários ao invés de 1,8. E se os empregados do grupo Aracruz/Fibria resistirem, o resultado desse processo de negociação pode ser diferente dos outros acordos fechados até agora. O que temer se só perdemos depois que Aracruz virou Fibria?
No próximo dia 11/05 haverá nova reunião de negociação. Antes, porém, a Aracruz/Fibria vai tentar dividir os empregados, negociando em separado com os trabalhadores do campo e do porto. A tática patronal é fazer com
que os companheiros da extrativa aprovem o tal PPR e isolem os trabalhadores da fábrica. O mesmo fará com o pessoal do porto. A primeira reunião deles é dia 09/05. Leia mais