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Aracruz/Fibria desenterra processos arquivados para “fechar” o Sinticel
Há 14 anos, quando o Brasil passava por problemas graves, o Sinticel e centenas de sindicatos no Brasil participaram de uma greve geral convocada pela CUT contra o Governo corrupto de Collor. A Aracruz Celulose ingressou com uma ação criminal cobrando do Sinticel as horas que os trabalhadores não trabalharam, por causa das paralisações. Na mesma época, a empresa ingressou com outra ação cobrando do Sinticel a limpeza de suas instalações, depois que os empregados colaram adesivos feitos pelo Sindicato.
Traição
Até quando membros da atual diretoria estiveram à frente do Sindicato em 2002, a falida Aracruz não logrou êxito nestas ações. Mas, a partir de 2003, com o golpe, a ex-diretoria simplesmente faltou às audiências. Como havia uma parceria entre aqueles do Sinticel e a Aracruz, os processos foram arquivados.
Ataque covarde
A vitória da oposição sindical, em 2009, fez a Aracruz/Fibria ressuscitar as execuções judiciais. Como a antiga diretoria não defendeu o Sindicato, as condenações devem passar dos R$ 250 mil. Sem chances de recorrer, o Sindicato propôs pagar uma das execuções em 72 vezes. O juiz, no entanto, sentenciou a quitação em 48 vezes, com 12 meses de carência.
O Sinticel topou pagar, mas a Aracruz/Fibria não aceitou, recorreu e na decisão de apenas um desembargador do Tribunal de Justiça estabeleceu-se, baseado numa lei, o pagamento de 30% da dívida [era R$ 73 mil, sem atualização] e o restante em 6 vezes. O rombo no outro processo passa de R$150 mil.
Desvio
Todo mundo sabe que a antiga diretoria dilapidou o Sinticel. O rombo à entidade foi de mais de R$ 2 milhões, apurado pela auditoria contábil.
Não precisava, portanto a empresa buscar no fundo do baú processos arquivados para se apropriar do patrimônio dos trabalhadores.
Cumplicidade
Enquanto o Sinticel estava sob sua administração, a falida Aracruz foi boazinha. Agora, utiliza-se de tais execuções para reprimir, impedir, intimidar e inviabilizar as ações combativas do Sindicato.
Todo esforço será feito para saldar as dívidas sem ter que se desfazer de qualquer bem da categoria.
O Sinticel já procurou várias entidades sindicais, sociais e políticas no Estado e no Brasil, pedindo apoio solidário e empréstimos, pois teremos que pagar, afinal nós cumprimos a lei. Vários sindicatos já toparam nos ajudar. Seremos o único sindicato no Brasil condenado pela participação na greve geral de 1993.
Mesmo com as dificuldades herdadas pela ganância e covardia do passado, informamos que se for necessário desfazer-se de algum patrimônio para pagar uma empresa faminta como essa, vamos convocar ampla assembleia para discutir qual rumo tomar.
Fazer a luta sem recursos financeiros é difícil, mas a atual diretoria está acostumada a desafios. Não serão os bloqueios financeiros feitos pela Aracruz/Fibria que calarão o Sinticel. Leia mais
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