A Saúde enquanto patrimônio do trabalhador
é condição essencial e fundamental
para o convívio social, indissociável do trabalho,
ferramenta primeira no desenvolvimento das relações
de produção. A força de trabalho humana
por sua pujança, poder criativo e transformador vem
ao longo dos séculos, escrevendo capítulos
de lutas e mudanças na história da humanidade
e, nas complexas relações com o modo de produção
vigente com o Estado, bem como, na dominação
e na libertação dos povos.
Nas contradições neste processo de evolução
do homem, a dialética sempre esteve presente, manifestada
entre ciência x religião, capital x trabalho,
poder x dominação, produção
x apropriação, rigidez x doença, medicina
preventiva x medicina curativa, razão x emoção
e no estudo do processo saúde x doença, estas
variáveis de vem ser analisadas em seu conjunto,
pois no campo da determinação social da doença,
estão presentes inúmeros fatores causais:
predisponentes, desencadeantes e agravantes.
Assim, seja nas "maravilhas" edificadas pelos
antigos impérios, com o ceifar prematuro de milhares
de vidas de escravos, por pestes, desnutrição,
violência e acidentes, como na história moderna,
com os "neo-colonizadores" dos países e
grandes grupos financeiros da era da globalização
da economia mundial, representantes modernos daquelas castas,
que vem levando hordas de trabalhadores a serem excluídos
do processo de produção, com o desemprego
em alarmantes índices a nível mundial, acirrando
e mantendo conflitos étnicos e religiosos, com políticas
de corte de direitos sociais e trabalhistas, entre outros.
Estas medidas irremediavelmente vem conduzindo a um processo
onde retornam qual ciclo previsível, a desnutrição,
a fome, as pestes que nos atormentaram outrora: tuberculose,
dengue, hanseníase, e mais recentemente a AIDS que
junto com elevada incidência de doenças e acidentes
no trabalho, vem ceifando a vida de milhares de trabalhadores
e suas proles em todo o mundo.
Soma-se a este processo, a avassaladora e desmedida exploração
dos recursos naturais e, a um processo de industrialização
que despeja poluentes em mananciais, liberando poeiras,
névoas e gases na atmosfera, conduzindo a um inexorável
processo de desequilíbrio ambiental, promovendo alterações
no ecossistema e na qualidade de vida das comunidades e
das demais espécies de nosso planeta.
Assédio Moral
LER-DORT
Benzenismo
PAIR - Ruído
Tabagismo
Alcoolismo
DST & SIDA-AIDS
Dengue
Câncer
Doenças de Interiores
Genéricos
Entretanto, estas alterações não se
limitam ao meio ambiente e ao local de trabalho, pois podem
induzir a outros mecanismos de agressão ao ser humano,
como a potencialidade carcinogênica, mutagênica
e teratogênica de inúmeros produtos, como exemplo:
agrotóxicos, solventes e radiações
ionizantes e eletromagnéticas.
Neste contexto, a higiene e segurança no trabalho,
enquanto cuidado individual e coletivo, implica em uma constante
vigilância sobre o processo de trabalho, por parte
técnicos, trabalhadores e sindicalistas, pois neste
novos tempos, com a terceirização, os limites
da antiga fábrica já não são
nítidos e, a constante fragmentação
do trabalho e a maciça incorporação
de tecnologias de automação vem modificando
substancialmente o papel do trabalhador junto ao coletivo.
Os novos paradigmas da qualidade total, produtividade,
"just in time" e outros tantos, incorporados aos
programas das empresas, tem em seu ideário a busca
de mecanismos de controle da produção, induzindo
o trabalhador a ter um comportamento mais competitivo e
individualista.
Neste novo modelo, surgem as epidemias de final do século,
como as LER: Lesões por Esforços Repetitivos
e problemas de saúde mental ligados ao trabalho.
Acreditamos que dentre os objetivos do trabalho não
está somente o de sobreviver, atender as necessidades
básicas da vida; existem outras motivações
e sonhos perseguidos pelo ser humano como fruto do seu labor
cotidiano.
fonte; Secretaria de Saúde, Tecnologia e Meio Ambiente
do Sindipetro-RJ
Atualiz.: JCF