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Sinticel vai ao Ministro do Trabalho
cobrar responsabilidade da Aracruz


A empresa utilizou-se de recursos públicos
para fazer demissões, o que é inaceitável

Artur questiona Ministro do Trabalho, Carlos Luppi: como o governo dá dinheiro para empresa que demite trabalhadores? Encontro aconteceu em Brasília a pedido da deputada Iryni Lopes

Acompanhado da Deputada Federal (PT), Iriny Lopes e do advogado Alexandre Cezar Xavier Amaral, o presidente do Sinticel, Joaquim Artur (Sapão), se reuniu em audiência com o ministro de Estado do Trabalho e Emprego,
Carlos Luppi.

A audiência aconteceu no final da tarde do dia 19 de agosto e foi marcada por Iriny, a pedido do Sinticel. O objetivo do encontro foi cobrar do ministro Luppi uma posição do governo quanto às 140 demissões praticadas
pela Aracruz Celulose, no final do mês de março, momento
em que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) financiou em R$ 2,4 bilhões a compra (fusão) da Aracruz Celulose pela Votorantim Papel e Celulose. Apesar disso, a empresa segue demitindo
e precarizando ainda mais as condições de trabalho.

Para o presidente do Sinticel é inaceitável que governo federal dê dinheiro para salvar uma empresa como a Aracruz Celulose que pratica demissões em massa. Além das 140 dispensas efetuadas em março, outras 15 foram feitas neste mês, sem contar as mais 2 mil demissões
de trabalhadores tercerizados.

O sindicalista denunciou que as demissões são ilegais, pois
a empresa não fez nenhuma negociação com os sindicatos e nem lançou mão de medidas alternativas, como licença remunerada, suspensão de contrato ou férias coletivas, antes de demitir, desobedecendo a legislação trabalhista.

O ministro solicitou a feitura de um dossiê com toda a documentação dos demitidos com problemas de saúde e acidentes, os processo dos trabalhadores que tiveram alteração na modalidade de benefício (de auxílio acidente para auxílio doença, como os operadores de Harvester
de Aracruz, São Mateus e Bahia).

Garantiu ele que o Ministério irá solicitar à Fundacentro uma investigação sobre as atividades da empresa para identificação do nexo causal. O Ministro também disse que
uma empresa que toma por empréstimo dinheiro público (do BNDES) assume o compromisso social de não fazer demissões. As direções da Aracruz e Votorantin, segundo o próprio ministro, serão cobradas por estas atitudes.

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O atendimento jurídico é feito sempre às quartas-ferias, a partir das 10 horas. Quando as audiências acontecem em outros dias da semana, o atendimento será feito nos mesmos dias das audiência.

Por isso, agende horário com a secretaria. Tel 3256-9900

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